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The Seduction of The Innocent "
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Em
1954 foi publicado o livro " The Seduction of The Innocent
", de autoria do médico Frederic Wertham ,
e foi este o estopim para que surgisse nos Estados Unidos o "
Comics Code ", o Código de Ética para as Histórias
em Quadrinhos.
O
livro do doutor Frederic Wertham, condenava os comics,
que segundo ele, não traziam nada de bom na formação
intelectual do jovem leitor americano.
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| O
"Comics Code" visava coibir publicações que
estariam envenenando a mente da infância e da juventude com
revistas altamente nocivas que mostravam cenas de terror e monstros
deformados. Foi no período de pós-guerra, com os super-heróis
já desgastados em lutar contra o inimigo nazista, que surgiram
revistas como " Adult Fantasy ", " Tales of Suspense
" e " Strange Tales ", que tornaram-se populares em
todo território americano, culminando por gerarem uma auto-censura. |
| Segundo
algumas publicações, o defensor da moral e bons costumes,
inimigo declarado dos comics americanos nos anos 50, o Dr. Wertham,
após uma vida a combater as histórias em quadrinhos,
acabou por se render aos encantos de super-heróis como Batman.. |
Consta,
que nos últimos anos, o médico arriscava uma leitura
ou outra e acompanhava algumas aventuras do homem morcego. Fico
imaginando se ele não se deu conta de ter perdido muita
coisa boa que aconteceu no mundo dos quadrinhos e descoberto,
enfim, que história em quadrinhos não faz tão
mal assim.
Frederic
Wertham, no
mínimo, conseguiu destacar-se e ter seu nome ligado diretamente
com o mundo dos quadrinhos.
Nasceu
em 20 de março de 1895 Morreu em 18 de novembro
de 1981.
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Capas
das revistas que se tornaram cultuadas nos Estados Unidos e acabaram
sofrendo censura.
O
selo "Comics Code" foi estampado em todas
as capas.
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No
Brasil, este Código de Ética, foi elaborado por
um grupo de editores de revistas em quadrinhos, Editora Gráfica
O Cruzeiro, EBAL, RGE e Editora Abril.
Não
foi preciso muito tempo para que fosse colocado de lado, tanto
nos Estados Unidos, onde foi criado, como aqui no Brasil, onde
foi adotado.
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O
QUE FOI O CÓDIGO DE ÉTICA
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1
- As histórias em quadrinhos devem ser um instrumento
de educação, formação moral, propaganda
dos bons sentimentos e exaltação das virtudes sociais
e individuais.
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2
- Não devendo sobrecarregar a mente das crianças
como se fossem um prolongamento do currículo escolar, elas
devem, ao contrário, contribuir para a higiene mental e o
divertimento dos leitores juvenis e infantis.
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3
- É necessário o maior cuidado para evitar que
as histórias em quadrinhos, descumprindo sua missão,
influenciem perniciosamente a juventude ou dêem motivo a exageros
da imaginação da infância e da juventude.
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4
- As histórias em quadrinhos devem exaltar, sempre que
possível, o papel dos pais e dos professores, jamais permitindo
qualquer apresentação ridícula ou desprimorosa
de uns ou de outro.
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5
- Não é permissível o ataque ou
a falta de respeito a qualquer religião ou raça.
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6
- Os princípios democráticos e as autoridades
constituidas devem ser prestigiadas, jamais sendo apresentados de
maneira simpática ou lisonjeira os tiranos e inimigos do
regime e da liberdade.
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7
- A família não deve ser exposta a qualquer tratamento
desrespeitoso, nem o divórcio apresentado como sendo uma
solução para as dificuldades conjugais.
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8
- Relações sexuais, cenas de amor excessivamente
realistas, anormalidades sexuais, sedução e violência
carnal não podem ser apresentadas nem sequer sugeridas.
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9
- São proibidas pragas, obscenidades, pornografias, vulgaridades
ou palavras e símbolos que adquiram sentido dúbio
e inconfessável.
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10-
A gíria e as frases de uso popular devem ser usadas com
moderação, preferindo-se sempre que possível
a boa linguagem.
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11-
São inaceitáveis as ilustrações
provocantes, entendendo-se como tais as que apresentam a nudez,
as que exibem indecente ou desnecessariamente as partes íntimas
ou as que retratam poses provocantes.
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12-
A menção dos defeitos físicos e das deformidades
deverá ser evitada.
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13-
Em hipótese alguma na capa ou no texto, devem ser exploradas
histórias de terror, pavor, horror, aventuras sinistras,
com as suas cenas horripilantes, depravação, sofrimentos
físicos, excessiva violência, sadismo e masoquismo.
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14-
As forças da lei e da justiça devem sempre triunfar
sobre as do crime e da perversidade. O crime só poderá
ser tratado quando for apresentado como atividade sórdida
e indigna, e os criminosos sempre punidos pelos seus erros. Os criminosos
não podem ser apresentados como tipos fascinantes ou simpáticos
e muito menos pode ser emprestado qualquer heroísmo às
suas ações.
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15-
As revistas infantis e juvenis só poderão instituir
concursos premiando os leitores por seus méritos. Também
não deverão as empresas signatárias deste Código
editar para efeito de venda nas bancas, as chamadas figurinhas,
objeto de um comércio nocivo à infância.
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16-
Serão proibidos todos os elementos e técnicas
não especificamente mencionados aqui, mas contrários
ao espírito e à intenção deste Código
de Ética, e que são considerados violações
do bom gosto e da decência.
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17-
Todas as normas aqui fixadas se impõem não apenas
ao texto e aos desenhos das histórias em quadrinhos, mas
também às capas das revistas.
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18-
As revistas infantis e juvenis que forem feitas de acordo com
este Código de Ética levarão na Capa, em lugar
bem visível, um selo indicativo de sua adesão a estes
princípios.
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O
selo "Código de Ética" foi estampado em
todas as capas de publicações relacionadas a Histórias
em Quadrinhos no Brasil, isso durante os anos 60.
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Hoje
em dia é comprovada a importância dos quadrinhos na educação
e comunicação de massa. Sabe-se que a linguagem dos
quadrinhos já alfabetizaram nas escolas, educaram no trânsito,
ensinaram na saúde e é indispensável como lazer
e diversão. |
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Pesquisa
e texto e coleção: J.A.O. / MDC
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