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Eugênio
Colonnese nasceu em Fuscaldo na Itália em 3 de Setembro
de 1929.
Chegou
a morar no Brasil, em Santo André - SP, quando tinha dois
anos de idade. Passou alguns anos no Uruguai e quando adolescente
mudou-se para Buenos Aires na Argentina.
Em
1948 venceu um concurso de histórias em quadrinhos no Clube
Social de La Boca.
Iniciou carreira em 1949 na revista "El Tony", adaptando
uma novela de Robert Louis Stevenson, "La Resaca".
Em
1955 conheceu o roteirista e desenhista argentino Osvaldo Talo,
formaram uma parceira em diversas histórias publicadas
entre 1955 e 1963, a dupla dividiu o pseudônimo "Cota"
(Colonnese-Talo) em trabalhos publicados em conjunto.
Em
1957, ao visitar a mãe em Santo André, Colonnese
aproveita a viagem para apresentar seus trabalhos para Adolfo
Aizen da EBAL. Jayme Cortez, editor na EBAL, encomenda a ele uma
adaptação de Navio Negreiro de Castro Alves, a história
foi publicada na revista Álbum Gigante em Julho de 1957.
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Em
1961, colaborou com a editora inglesa Fleetway Publication.
Veio
para o Brasil definitivamente em 1964, para a cidade de Santo André
em São Paulo. Já morando no país, iniciou seus
trabalhos com quadrinhos para a Editormex.
Nesse mesmo ano volta a trabalhar com Osvaldo Talo, que também
havia decidido morar no Brasil.
Nos anos 60 o gênero mais popular de quadrinhos eram as histórias
de terror.
Seu
primeiro personagem de sucesso foi Mirza, A Mulher Vampiro, criada
em 1967 para a editora Jotaesse.
No mesmo ano e para a mesma revista criou o Morto do Pântano,
que mais tarde fez participações significativas ao
lado de Mirza.
Colonnese criou ainda super-heróis X-Man, Superargo, Pele
de Cobra, Gato e Mylar, além de ilustrar histórias
de faroeste como Juvêncio, O Justiceiro do Sertão e
Beto Carrero.
Durante
os anos 60, ao lado do argentino Rodolfo Zalla (que também
conheceu enquanto morava na Argentina) fundou o Estúdio D-Arte,
que acabou se tornando uma editora em 1981 e passou a publicar os
títulos Calafrio e Mestres do Terror.
Na
década de 1970, deixou de produzir histórias en quadrinhos
para se tornar diretor de arte de editoras como Saraiva e Ática,
onde trabalhou até o final da década de 1990.
Em
1970 desenhou a "Chamada Geral -Epopéia", nessa
história escrita por Pedro Anísio, Colonnese desenha
vários personagens publicados pela EBAL durante seus 25 anos
de existência, como O Judoka, Super-Homem, Tarzan, Mickey
Mouse entre outros.
Ao lado do amigo Rodolfo Zalla, foi um dos responsáveis pela
utilização de elementos de histórias em quadrinhos
em livros didáticos.
Nos
anos 80, voltou a produzir revistas em quadrinhos, e inovou ao desenhar
em formato de quadrinhos o anúncio do Instituto Universal
Brasileiro, publicado em diversos formatinhos da Editora Abril.
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No
ínicio da década de 1990, foi um dos desenhista
da série Mestre Kim da Bloch Editores que se baseava no
mestre de Taekwondo Yong Min Kim, sul-coreano naturalizado brasileiro
que ajudou a popularizar a arte marcial no país.
Em
2001, o editor e quadrinista Franco de Rosa, convence Colonnese
a produzir novas histórias, pela Editora Opera Gaphica.
Osvaldo Talo e Franco de Rosa escrevem novos roteiros para um
álbum da Mirza.
Nesse
mesmo ano foi publicado o álbum "O Espírito
da Guerra", o álbum compila quatro histórias
ambientadas na Segunda Guerra Mundial e teria sido produzida entre
1967 e 1968. A editora Ópera Graphica faz uma edição
limitada de 1.000 exemplares com autógrafo de Colonnese.
Em
2002 sai pela Opera Graphica o livro "A Arte Exuberante de
Desenhar Mulheres".
Em 2003 foi lançado o álbum "War - Histórias
de Guerra", roteirizadas por Gian Danton (baseadas em textos
originais de Luiz Meri, também roterista das primeiras
histórias de Mirza, A Mulher Vampiro).
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Em
2004, Eugênio Colonnese, desenhou o álbum Cangaceiros
- Homens de Couro #1, com roteiro de Wilson Vieira e capa de Mozart
Couto, uma publicação CLUQ (Clube de Quadrinhos).
No
mesmo ano publicou pela Editora Escala em co-autoria com o quadrinista
Mozart Couto, a coleção "Eugênio Colonnese
- Curso Completo de Desenho", composta de 5 revista, a série
da dicas sobre a técnica do desenho artístico.
Ainda
em 2004, sai pela Opera Graphica uma revista chamada "Bruuna
X", uma paródia erótica a Druuna de Paolo
Eleuteri Serpieri.
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Em
2005, Colonnese desenhou o personagem Mister No para a Sergio
Bonelli Editore.
Ainda
em 2005, Eugênio Colonnese trabalha para a publicação
de um álbum com histórias do Morto do Pantâno.
Em
2006 desenhou uma história da Tianinha para a revista "Total",
uma revista spin-off da revista Sexy em formatinho.
Em
2007, desenhou a última história protagonizada pela
vampira Mirza, a partir de uma idéia de Franco de Rosa
e roteiro de Osvaldo Talo, a história foi publicada na
revista Wizmania # 51 (Dezembro de 2007) pela Editora Panini,
na história Mirza tem um encontro com o seu criador.
Em
Março de 2008 foi publicado um álbum em homenagem
aos 40 anos de criação de Mirza pela Mythos Editora.
Nos
últimos anos Eugênio Colonnese ministrava aulas de
desenho na Escola Estúdio de Artes.
Colonnese
faleceu no dia dia 7 agosto de 2008, em São Paulo por falência
multipla dos órgãos devido à problemas de
saúde ocasionado por um AVC que já havia ocorrido
em junho.
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O
ACASO DE ABRIL DE 2004 . ..............por
J.A.O / MDC
Minha
mania de colecionador e o interesse por desenho começou
cedo. Lembro que alguns livros de História do Brasil na
década de 70 já me despertavam a curiosidade pra
saber quem era aquele ilustrador, que com sutileza, desenhava
tantos rostos bonitos. Convencia meus pais a comprar algumas revistas
em quadrinhos e já conseguia distinguir o estilo do traço.
Seu nome era Eugênio Colonnese.
Mais
tarde vim a descobrir que se tratava de um artista italiano radicado
no Brasil. Na época eu deveria ter uns onze anos de idade
e foi quando comecei a me interessar por desenho. Queria aprender
a desenhar daquele jeito. Com o tempo, acabei me tornando um desenhista
e ilustrador, claro que jamais consegui chegar aos pés
daquele artista que muito me influênciou,
O
tempo passou, e em 2004, encontrei Eugênio Colonnese dando
aula de desenho para uma classe de alunos previlegiados. Fiquei
totalmente sem ação, pois foi puro acaso e nem me
passou pela cabeça um dia encontrar aquele artista. Na
dúvida, fui me informar se realmente se tratava de Eugênio
Colonnese.
Depois
da confirmação, aguardei até ele terminar
sua aula, entrei na sala e fui conversar com ele. Como as aulas
daquele dia já haviam terminado, ele se mostrou tranquilo
e começamos a conversar.
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Acho
que devemos ter conversado por quase uma hora e fiquei sabendo
que ele estava morando em Santo André, era praticamente
meu vizinho por tanto tempo e só agora tive a oportunidade
de encontrá-lo. Para fechar com cheve de ouro aquele bate
papo, pedi a ele que autografasse um folheto, póis a casualidade
não me permitiu ter em mãos um de meus exemplares
da coleção. Acabamos por marcar uma nova conversa
e ele se comprometeu a autografar algumas revistas.
Lembro
que nessa mesma época acabei me mudando para São
Paulo e estava trabalhando em dois lugares ao mesmo tempo. Estava
passando por dificuldades e precisava de todo tempo disponível
pra resolver aquela situação.
Enfim,
o tempo passou tão depressa que, quatro anos depois, acabei
lendo uma nota sobre a morte de Eugênio Colonnese.
Hoje,
tenho várias revistas de desenho, histórias em quadrinhos
e álbuns do artista. Guardo com muito carinho o autógrafo
que consegui e fico feliz por tê-lo conhecido pessoalmente.
J.A.O.
/ MDC
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