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A História:
 

Em Nova York um famoso diretor de cinema não consegue encontrar uma atriz para sua próxima produção, pois ninguém quer correr riscos em filmar num lugar desconhecido. Então começa a procurar pelas ruas um rosto bonito. Por fim encontra uma jovem muito bonita, a quem imediatamente dá o emprego. A equipe de filmagem viaja para uma ilha desconhecida, onde nativos oferecem "noivas" para Kong, um gigantesco gorila. Depois de muita perseguição e mortes, a equipe consegue capturar o gorila, pois pretendem levá-lo para Nova York onde será exibido ao público. O desfecho da história é uma tragédia anunciada. A fera acaba dominada pela beleza da jovem atriz e fica vulnerável aos ataques de biplanos no alto do edifício Empire State Building. Uma batalha alucinante para os padrões cinematográficos da época. Técnicas de animação stop-motion com maquetes e uma infinidade de pinturas retratando lugares além do imaginável. Selvas pré-históricas, monstros e muita ação.

 
  "King Kong" iria tornar-se um enorme sucesso. No lançamento do filme rendeu US$ 90.000 nos três primeiros dias (a maior cifra do cinema norte-americano pra época). Mais tarde, chegaria a casa dos US$ 1,75 milhão só nos EUA ( uma arrecadação monstruosa ) e salvando a RKO Radio Pictures da falência.
 

O NASCIMENTO DE KING KONG

A idéia do filme surgiu da mente do produtor e cineasta Merian C. Cooper, que escreveu um rascunho de roteiro depois de ter sonhado com uma Nova York sendo arrasada por um gorila gigante. Com o rascunho nas mãos, Cooper chamou o escritor e amigo Edgar Wallace (que morreu em 1932, antes de concluir seu trabalho e participação na produção do filme) para ajudá-lo a desenvolver a idéia. Em seguida, Ruth Rose e James Ashmore Creelman montaram o roteiro completo. Cooper firmou contrato com o cineasta Ernest B. Shoedsack para co-dirigir o filme, inicialmente batizado The Beast (A Fera). "King Kong" receberia mais três nomes antes do batismo final: "The Ape" (O Macaco), "Kong" e "The King Ape" (O Rei Macaco).

Os produtores Merian C.Cooper e Ernest B.Shoedsack fecharam com a RKO Radio Pictures, a única produtora realmente interessada pelo projeto.

 

Em pleno início dos anos 30, "King Kong" era um investimento incerto, já que seu orçamento era alto para viabilizar toda a técnica que o roteiro exigia. Mesmo concordando em bancar a produção, orçada em quase 700.000 dólares, os representantes da RKO Radio Pictures, totalmente desacreditados e à beira da falência, acabaram interferindo na produção e atrapalhando o andamento das filmagens.

A produção e as filmagens de "King Kong" duraram aproximadamente 16 meses. A pressão sobre os produtores e diretores; a dificuldade de confeccionar os cenários; os ataques de estrelismo de Fay Wray e as exigências da RKO, transformaram o filme em uma grande dor de cabeça.

Mesmo assim, Merian C. Cooper queria o máximo de perfeição em seu longa, e para isto utilizou-se dos mais inovadores efeitos especiais da época, como pinturas sobre painéis de vidro, animação em stop-motion, réplicas e maquetes de prédios e efeitos de projeções de imagens pré-gravadas sobre uma tela de fundo, recurso que seria muito usado em futuras produções de hollywood.

A maior preocupação do estúdio era o próprio Kong. Ele precisaria parecer real. Para isto, a equipe convocou o especialista em animação Willis O'Brien, que aproveitou seus modelos de animais criados para "Creation", uma produção que acabou não acontecendo. O'Brien criou vários modelos de King Kong, todos de massinha e com 40 centímetros de altura. A pressão que a RKO derramava sobre a equipe, fez com que o filme não tivesse o cuidado que merecia e, com isso, os defeitos de animação e acabamento se tornaram muito visíveis. Além dos produtores, os representantes da RKO também sentiram-se inseguros e tentaram, de todas as maneiras, cancelar todo o trabalho que fora realizado até ali, por acharem que o público iria rejeitar o filme.

 

A história de King Kong é extremamente rica em detalhes, "King Kong" tornou-se uma produção singular até então por ter usado efeitos sonoros mixados, o que acontecia pela primeira vez na história do cinema e também por ser um filme que utilizou muitos efeitos especiais.Todos esses elementos, fizeram de King Kong uma surpresa agradável.

King Kong estourou nas bilheterias e a RKO, aproveitando o grande sucesso, relançou-o quatro vezes, entre 1933 e 1951, sempre com cortes de uma cena ou outra.

Anos mais tarde foi promovido um mega evento que prometia um lançamento de uma cópia totalmente restaurada.O público lotou os cinemas, encantados com a descoberta de um mundo habitado por dinossauros, caçadores e um gorila gigante dotado de personalidade e sentimento. Um visual nunca visto nos filmes. O sucesso de Kong era tanto que deu origem a uma série de filmes e continuações. O Filho de Kong (The Son of Kong, 1933), King Kong vs.Godzilla (Kingu Kongu tai Gojira, 1962).

Para a história do cinema, King Kong tornou-se um divisor de águas. Muitos outros filmes seguiram as técnicas usadas na produção de King Kong. Ray Harryhausen usaria e aperfeiçoaria as técnicas de animação e efeitos especiais.

 
 


Vários modelos de King Kong foram construidos para o filme e tinham apenas 40 cm mas, na história, o personagem tinha 15 metros de altura.

O rugido de King Kong no filme era uma combinação feita com rugidos de leões e tigres.O som era mixado ao contrário.

Na época das filmagens de King Kong o Empire State Building e o prédio da Chrysler estavam sendo construídos em Nova York. O roteiro inicial previa que Kong escalaria o prédio da Chrysler, que seria o prédio mais alto do mundo. Porém uma mudança nos planos de construção do Empire State Building fez com que ele se tornasse o prédio mais alto, fazendo também com que fosse o escolhido pelos produtores para a escalada de Kong.

A cena em que King Kong escala o Empire State Building foi rodada com um homem vestido de macaco escalando uma torre em miniatura, idêntica à original.

As cenas da floresta foram rodadas no mesmo set de filmagens de The Most Dangerous Game (1932).

A ponte construída para os sets de filmagens de King Kong foi destruída na filmagem da cena do incêndio em Atlanta, de E o Vento Levou (1939).

Foi lançado 4 vezes nos cinemas norte-americanos entre 1933 e 1952, sendo que a cada relançamento novas cenas eram incluídas no filme.

 
Na época, a atriz Jean Harlow recusou o convite para viver a protagonista. O papel acabou ficando com Fay Wray.
 
Fay Wray
 
 
Jean Harlow
 
FAY WRAY : A BELA QUE ENCANTOU A FERA
 

Vina Fay Wray nasceu em 15 de setembro de 1907 no Canadá e aos três anos de idade mudou-se com os pais e os cinco irmãos para os Estados Unidos.

Em 1923, com 16 anos, começou a participar como figurante em diversas produções.

Ganhou seu primeiro papel de destaque em 1928, no filme "The Wedding March". Na década seguinte, a já experiente Fay Wray foi estrela de vários filmes de terror, como "The Vampire Bat" e "Doctor X", ganhando o título de “Rainha do Grito de Hollywood”.

Em 1933, veio o papel que marcou sua carreira pra sempre: Fay Wray foi parar no topo do Empire State Building nas mãos de King Kong. Interpretou Ann Darrow, uma atriz desempregada que foi contratada pelo diretor Carl Denham, que organizava uma expedição à ilha da Caveira, o lar do poderoso e temido gorila.

Fay Wray viveu diversos personagens e contracenou com ícones do cinema, como Gary Cooper e Spencer Tracy, mas a atriz ficou marcada mesmo como a bela que encantou a fera e será eternamente ligada a King Kong.

- “Costumava me ressentir de King Kong”, disse, em uma entrevista de 1963. “Mas não luto mais contra ele. Eu entendi que é um clássico e fico feliz de estar associada a ele”. Em sua autobiografia, ela confessa que, sempre quando chega em Nova York e vê a beleza imponente do Empire State Building, algo agradável acontece: “Meu coração bate um pouco mais rápido”.

Após seu segundo casamento, em 1942, Fay Wray abandonou a carreira artística.Voltou ao trabalho em 1953. Pouco depois, passou a trabalhar apenas para a televisão, fazendo participações em seriados. Em 1980, ela atuou ao lado de Henry Fonda em "As Trombetas de Gideão", longa metragem para televisão que oficializou o fim de sua carreira.

Fay Wray faleceu em 08 de agosto de 2004, aos 96 anos. A atriz estava em sua casa, na Quinta Avenida em Nova York, e aparentemente morreu de causas naturais.

 

 
Reportagem do site US TODAY 09/08/2004
 
Foto para divulgação de King Kong - 1933
 

KING KONG : O FILME DE 1933 EM DVD

Título Original: King Kong (1933)
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 94 minutos
Ano de Produção: 1933
Estúdio e Distribuição: RKO Radio Pictures Inc. ( E.U.A.)
Direção: Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack
Roteiro: James Ashmore Creelman e Ruth Rose.

Baseado em estória de Merian C. Cooper e Edgar Wallace

Capa DVD: Versão colorida lançada pela Continental Filmes / 2004.

 
 

Elenco:
Fay Wray (Ann Darrow)
Robert Armstrong (Carl Denham)
Bruce Cabot (John Driscoll)
Frank Reicher (Capitão Eaglehorn)
Sam Hardy (Charles Weston)
Noble Johnson (Chefe nativo)

 
 

KING KONG : AS VERSÕES
 
 
1933
1976
2005
O filme de 1933, foi produzido em preto e branco e só recentemente teve sua cópia tratada e colorizada digitalmente. Hoje pode-se encontrar as duas versões em DVD. O último filme a ser lançado (2005), foi muito fiél ao original de 1933, e algumas cenas usaram o mesmo enquadramento e referências de cenário.
 
Edgar Wallace

Richard Horatio Edgar Wallace nasceu a 1 de Abril de 1875. Jornalista, dramaturgo e romancista, autor de histórias policiais e de suspense.

Mais de 160 filmes foram adaptados com base em seus livros.

Morreu a 10 de Fevereiro de 1932, numa viagem a Hollywood onde escreveria o argumento do filme King Kong.

 
 
   
 
Pesquisa e coleção: J.A.O. / MDC
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