© www.maniadecolecionador.com.br
 .............................
TUDO DEPENDE DO PONTO DE VISTA
Veja os lugares em que o site "Maniadecolecionador é acessado
Veja os lugares em que o site "Maniadecolecionador é acessado
Olá amigo colecionador, antes de disponibilizar o material nesta seção, é importante que se entenda qual o significado de "raridades".
A Turma do Paulistinha - 1980

Baseado na experiência acumulada de alguns anos e tentando entender o universo das coleções, talvez tenha escolhido erroneamente o título para classificar alguns ítens da minha coleção ou instrui-lo na escolha de ítens "raros". No entanto, achei que o título faz jus aos ítens de colecionador, se prestarmos atenção a alguns detalhes significativos.

Segundo a definição da palavra "raridade", podemos classificar algo raro como: Difícil de se encontrar ,Que ocorre com pouca frequência, Pouco abundante, pouco numeroso.

Vamos pegar o exemplo do álbum de figurinhas "A Turma do Paulistinha" de 1980. Foi uma febre e todo mundo tinha um. É um álbum comum que pode ser encontrado até em alguns sebos ou leilões na internet, porém existe um determinado exemplar que se tornou raro. Você pode procurar por ai e vai encontrar muitos exemplares, no entanto existem poucos que não estão carimbados com a palavra "CANCELADO" sobre as figurinhas. Pronto, ai está algo raro de se encontrar. Essa é a propósta desta seção. Pode ser que você ache que o que está aqui não seja tão raro assim, mas tudo depende do ponto de vista.

Álbum de 1980
  Você pode folhear o álbum clicando sobre a capa.
 

Em 1967 a EBAL, Editora Brasil América Limitada em parceria com a rede de Postos Shell, fizeram uma promoção para o lançamento dos Super Heróis Marvel,com o selo "CAPITÃO Z", e o destaque do número "0" ficou por conta dos dois mais populares heróis da Marvel na época, Capitão América e Homem de Ferro. Esta "Edição Especial de Lançamento", como foi estampada na capa da revista, tinha 52 páginas. Além das histórias, ainda tinha de brinde as biografias dos dois heróis.

A revista custava, na época do lançamento, NCr$ 0,50 (50 centavos de cruzeiro novo). Apesar da EBAL ter abastecido o mercado com uma tiragem considerável, poucos exemplares sobreviveram ao longo dos anos. Me recordo que alguns desses "gibis", por serem impressos em preto e branco, serviam de livros de colorir. Uma vez que as revistas eram impressas em papel de baixa qualidade e sem o tratamento que existe hoje em dia, muitas tiveram morte trágica sendo devoradas por traças, cupins e todo tipo de praga. Hoje, exemplares em bom estado podem ser encontrados, mas não são fáceis de se achar. Digamos que seja uma revista rara de ser vista no estado que essa se encontra.

 
 
Jeca-Tatuzinho
 

Jeca-Tatuzinho foi um personagem de Monteiro Lobato. A publicação foi uma das mais distribuidas no pais. Este exemplar pertence a 34 edição e foi distribuida gratuitamente em 1971 por redes de farmácias, escolas, bares e bancas de jornais. Era comum ver uma pessoa com um exemplar na sacola. Cheia de passatempos e vários anúncios de medicamentos, houve quem desprezasse esta "maravilha". Infelizmente eu não tenho nenhum exemplar da primeira edição, no entanto deve haver poucas que estão inteiras. Ao longo desses anos, encontrei algumas que se mantiveram inteiras por auxílio de durex, papel colado na borda ou marcadas para sempre com riscos profundos de caneta tinteiro. Patrocinada pela FONTOURA, fabricante do "Biotônico Fontoura" e outros medicamentos. O personagem, Jeca-Tatuzinho, mais conhecido como Jeca Tatu, sofre de um desanimo causado por uma doença conhecida como "Amarelão", mal que pode ser combatido pela ação da Ankilostomina Fontoura, medicamento era vendido em drágeas e combatia a ancilostomose.

Jeca Tatu e seu cãozinho sarnento, Brinquinho.

34° edição - ano 1971
  Você pode folhear o exemplar clicando sobre a capa.
 

A Casa Editora Vecchi Ltda. publicou uma série de livrinhos infantis em 1963. Os vários formatos eram comuns nas bancas que os deixavam expostos aos pequenos leitores. Esses mini-livros, publicavam contos que transmitiam mensagens construtivas, eram vendidos em bancas de jornais por Cr$ 25,00 (cruzeiros), o equivalente hoje a R$ 1,50 aproximadamente. Por serem produtos destinados as crianças, muitos desses exemplares se perderam. Entre rabiscos e tesouras, foram poucos que se mantiveram inteiros. Eu mesmo possuo poucos números, mais ou menos uns 35 desses livrinhos em estádo razoável.

A série, em particular, tem um detalhe importantíssimo, os desenhos são de autoria de Flávio Barbosa Mavignier Colin, ou simplesmente Flávio Colin.

 

Esses livrinhos, no geral produzidos com 12 páginas apenas, estavam nas bancas semanalmente. Alguns datados de 1962, 1963, 1964 e outros de 1965, o que prova que uma infinidade de publicações desse genero invadiu o mercado na década de 60. Muitos dos ilustradores assinavam seus trabalhos, mas os ilustrados por Flávio Colin, infelizmente não são assinados, embora o traço do artista seja inconfundível.

Vários artistas ilustraram essa série para a Casa Editora Vecchi Ltda. entre eles, Sinatti, Hegri, M.Piedra e outros.

"Histórinhas Infantis" e "Fábulas Semanais" tiveram vida longa e fazem falta hoje em dia.

Leia "A Bela e o Urso" clique na capa para abrir o livrinho.

 
 
 

A revista Diversões estreou, em seu primeiro número, com o Alegria e Companhia. Era uma publicação quinzenal da Editora Abril SA. Por se tratar de uma revista de atividades, difícil hoje em dia encontrar uma que esteja inteira. No caso deste exemplar, bem conservado, é o número 1 da revista que saiu em julho de 1983. A revista, foi muito bem recebida pelo público em geral, embora fosse uma publicação infantil que tinha como alvo a criança dos 3 aos 8 anos, nesta época, o respónsavel que assinava como Diretor Editorial da revista era Waldyr Igayara de Souza, que, além de cuidar do editorial da revista, ainda escrevia e desenhava algumas histórinhas.

Além de atividades, quadrinhos infantis, a revista trazia contos e histórinhas em forma de poesia. Era muito educativa, pois incentivava a criança a ler e escrever e ter contato com cores e formas de uma maneira bem divertida.

Apesar de ser uma publicação não muito antiga, várias outras seguiram o formato e estão ai até hoje.

 

Em 1977 a MAD, estava fazendo muito sucesso. Acho que na história da revista, nunca se vendeu tanta MAD quanto na época em que ela saiu pela extinta Editora Vecchi S.A. Nos anos 70, eu cheguei a colecionar a revista durante anos, até que ela teve sua publicação cancelada por algum tempo. Depois passou a ser publicada pela Editora Record. Este número em especial, foi o único que me sobrou da coleção, que infelizmente tive que me desfazer. Ele está praticamente novo. Um pouco envelhecido apenas pelo tempo. Custou a bagatela de Cr$ 8,00 ( cruzeiros ). A capa foi desenhada pelo ilustrador Carlos Chagas.

Este número comemorativo dos 25 anos da MAD, tem várias histórias, e mais os quadrinhos de praxe que saiam na revista. Nesta época, o diretor da redação, era o "OTA" - Otacilio d'Assunção Barros, que graças a ele, ainda hoje, temos o prazer de rir com as palhaçadas da MAD.

Pode ser que esta revista não seja aquela "raridade" que, quando a gente encontra em bancas de revistas usadas ou em leilões pela internet, nos faz tremer de ansiedade, mas tenha certeza que se você tiver a oportunidade de comprar uma dessas, não deixe a oportunidade passar.

 
 
 

O "Almanaque de Invictus" era uma publicação anual da EBAL Editora Brasil America Ltda. Este exemplar é de 1969, está em ótimo estado e é uma das minhas revistas preferidas. Traz os dois famosos da DC, Superman e Batman juntos na mesma história. Intercalando com histórias de guerra e ficção científica, estes almanaques são muito procurados por colecionadores. O estilo e impressão da revista são perfeitos, claro que estamos falando de uma públicação com mais de 30 anos. Uma revista dessas vem recheada de propagandas nostálgicas.

Os desenhos em preto e branco são fantásticos, só quem conhece as revistas da EBAL dessa época sabe do que eu estou falando. Este exemplar tem 100 páginas, e não há nada nele que desagrade qualquer fã de quadrinhos, mesmo sendo todo em preto e branco.

É possível encontar alguns números em sites de leilões, mas os preços são absurdamente altos. Se tiver oportunidade de comprar uma dessas, não deixe passar. Vale muito a pena !

Naquela época (1969), tudo isso podia ser comprado com NCr$ 1,50 ( cruzeiros novos ).

 

Aventuras Heróicas - Ano II - número 22, saiu em agosto de 1956 pela Editora La Selva. Este exemplar, poderia passar despercebido, não fosse a aventura escrita pelo visionário Julio Verne. Seu romance de ficção e aventura encantou gerações e foi motivo de várias produções cinematográficas. Capa colorida e miolo petro e branco, com desenhos de Carlos Clemen, que foi muito feliz nas ilustrações. A capa (ao lado) foi ilustrada por Jayme Cortez, um mestre. Esta revista era vendida em bancas por Cr$ 7,00 (sete cruzeiros) tinha 32 páginas e, além da aventura principal, trazia uma pequena biografia do autor de Viagem ao Centro da Terra.

Nas últimas páginas traz ainda "Os Enteados da França", uma história em quadrinhos em duas páginas que conta sobre a origem da "Legião Francesa", conhecida nos dias de hoje como Legião Estrangeira.

Por fim, na última página, uma breve história em quadrinhos sobre "O Mistério da Atlântida".

Uma revista em quadinhos simples na sua forma, porém fantástica por reunir pequenos detalhes e temas que encantam, ainda hoje, uma legião de sonhadores.

 

 
 

O "Superman Bi " era uma publicação bimestral da EBAL Editora Brasil America Ltda. Este exemplar é o número 1 de março 1965, está em ótimo estado. Traz o mais famoso herói da DC, Superman. Com 68 páginas em preto e branco. A revista pertence a uma época em que as histórias em quadrinhos começou a fazer sucesso no Brasil, devido ao tamanho investimento da EBAL no seguimento dos super heróis.

Algumas histórias curiosas como "O Irmão gêmeo de Clark Kent ! ", "Clark Kent, Homem das Cavernas" fazem parte da coletânea de histórias publicadas originalmente em 1953 nos E.U.A.

Uma raridade nota 10 !.

Naquela época (1965), tudo isso podia ser comprado com Cr$ 300 ( trezentos cruzeiros ).

 
Pesquisa, texto e coleção - J.A.O / MDC.
© www.maniadecolecionador.com.br