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Para
aqueles que querem iniciar uma coleção, qualquer que
seja, eu recomendo essa história. Uma aventura ou muitas pra
conseguir uma única peça que seja, mas mantendo a diversão
e bom humor acima de tudo. |
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A
Sombra de um colecionador
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por
Acácio Aydar
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Colecionar
ou "Juntar" coisas é uma atividade inerente não
só ao ser humano como também a certos animais, talvez
até para garantir a existência da espécie.
E o Homem como ser pensante, sempre modifica as condições
genéticas para seu próprio entretenimento, usando
a forma de colecionar para garantir a posse de seus interesses.
Por isso colecionamos coisas, muitos, apenas juntam coisas, sem
saber que são colecionadores, tudo que lhes surgem, colocam
no fundo de uma gaveta, com a intenção de um dia usarem.
E nos admiramos essas pessoas e gostamos de ver o alvo de suas coleção,
bem como ouvir as estória acontecidas na sua formação.
Por isso o titulo deste artigo: "A Sombra de um Colecionador"
e sobre quem resguarda o entorno de um colecionador.
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Minha
esposa, a Nida, coleciona xícaras de café.
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Muitas
pessoas na ânsia de coligir, cometem desatinos, que normalmente
não fariam e necessitam de um poder moderador consciente para
levar a bom termo a aquisição de itens "difíceis".
Minha esposa, a Nida, coleciona xícaras de café.
Mas... Somente xícaras com logotipo de cafés, restaurante
e demais locais que sirvam café aos fregueses e clientes, o
que torna a intenção de juntar xícaras mais difícil
e "arriscada".
Tudo começou em Portugal, mais precisamente em Vila Nova de
Gaia.
Como é comum por esse país afora, após a refeição
as pessoas saem à rua e vão até um café;
Existe uma infinidade deles, justamente por esse habito; Tomam seu
café e trocam um dedo de prosa, para efetuar a digestão.
Em um desses dias, estávamos no "Café Charlot"
bebericando esse café, e a chávena, como é chamada
em Portugal essa xicrinha, apresentava um logotipo.
Nida achou linda, não sei por que, mas achou linda, toda branca
com a marca em vermelho, Ylle.
E ficou admirando, quando a pessoa que nos acompanhava, foi até
ao proprietário e solicitou uma xícara e presenteou
a ela.
E foi logo explicando que, havia uma grande competição
entre os cafés, é presenteando as xícaras, era
uma forma de divulgar as marcas.
E isso se tornou habito, a cada café novo, uma nova solicitação
e um item a mais na coleção, o que já causava
uma preocupação na viagem de volta, tal o peso que acumulava
na mala. |
A
mania estava instalada, nada mais poderia se fazer. Mas...
Ao chegar a nossa Santa terrinha, os costumes são diferentes...
era comum ouvirmos __Que dar que nada, meu, elas são do
meu trabalho, não posso dar. Não.
Ai então, comecei a usar o meu poder moderador e passei
a ser a logística da coleção, logo eu que
quase não tomo café.
Logo notei que por aqui, o verbo pedir não se conjugava
muito. Aprendi que Comprar era mais rápido e fácil.
E a "Sombra do Colecionador" passou de moderador a provedor,
financiando as aquisições por valores, quase que
absurdos, em vista que o negociador se aproveitava do inusitado
da compra.
Quando a coisa se tornava difícil, como no caso de um café,
dentro de uma rede de cinemas em Praia Grande, que "não
tinha negocio", não dou não vendo e só
faltou falar, estou de olho, nem ligavam para nós, estávamos
na ocasião acompanhados por um coronel da Policia Militar
e sua esposa, que notou o mal estar e "resolveu" levar
a xícara.
Falei à Nida, __Já pensou se pegam o Coronel com
a xícara no bolso, você vai ser a culpada.
__Eu
não pedi nada; Mas foi bom essa é difícil.
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E a coisa começou a ficar perigosa, e eu sempre moderando,
para evitar um "Mal Maior".
Estávamos em um passeio pelo norte da Espanha, Ali pela altura
da cidade de Ourense, pouco antes de Santiago de Compostela, juntamente
com um primo português, o Américo, andando pela estrada,
sem muito destino ou pressa, resolvemos para em um local na estrada
para Almoçar.
Almoço feito, café tomado, xícara cobiçada...
Mas. O garçom tinha cara de poucos amigos... Rolou um estress,
como fazer.
Não tente nada, eu advertia, não tente...
Américo sempre muito solicito. ___Olha, aquela mesa tem uma
xícara vazia, trago para cá e levamos uma, não
vão notar, se notarem, será na mesa ao lado... E assim
fez...
Ele foi rápido no pegar a xícara e não notei.
Ficamos por ali, em uma conversa de cerca Lourenço e ao levantar,
adverti novamente, agora muito mais enérgico...
Não faça isso, eu não quero, não faça,
dizia isso, pois achava que o proprietário estava nos olhando.
Quando estávamos próximo da porta de saída,
o garçom nos chama... Foi uma correria danada, Américo
e Nida, se escafederam, ficando só o tonto aqui.
Saio à procura deles, e a Nida com a xícara na mão,
queria devolver; __Passou um carro de policia aqui, será
que foi ele que chamou?
Coincidentemente, na pista contrária surge mais um carro
de policia.
__Agora não tem jeito, empurrou a xícara para o Américo:
__ leva lá, leva lá.
Foi quando acalmei os dois
__Calma, ele só queria me fornecer a notinha fiscal...
E o medo durou pouco tempo
E assim eu vou dando amparo a essa colecionadora, como na Tunísia,
que após comprar umas vestes típicas, ao lado da loja
tomamos café.
__Que xícara bonita, ainda não tenho aqui da Tunísia!
Benhee!
E vai que Vai, Comunicação difícil, Um Francês
misturado com Árabe, que não se entendia e a chávena
foi para sem querer na bolsa dela.
As minhas advertências foram severa, como sempre, rsrsrs.
Mas desta vez preparei a bronca.
Após algumas voltas pelo mercado, aproximei e troquei algumas
palavras com o guia e esperei ela chegar.
Levei-a junto ao guia.
__Mohamed, o que fazem aqui para quem... E fiz um sinal de rodar
os dedos.
__Sr. Acácio, quando pegamos alguém fazendo isso,
nos cortamos a mão dele.
Essa criatura queira, porque queria voltar ao café para devolver,
chegou quase aos prantos, quando o guia foi em seu socorro para
acalmá-la.
Hoje já esta mais difícil achar xícara que
ela não tenha, mas sabemos que ainda existe muitas que ela
não tem.
E a cada vez, estamos incentivado as pessoas a fornecer exemplares
para aumentar a coleção.
Estou bolando uma galeria das xícaras ofertadas, que serão
premiadas com o nome do benemérito.
Três ou quatro itens que temos repetido poderão ser
usados como moeda de troca.
Esse também faz parte da sombra do colecionador, bolar estratégias
para a cada vez mais, aumentar a coleção.
Acácio
Aydar
Sombra de colecionador |
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DESTAQUES
DA COLEÇÃO
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fotos:
Acácio Aydar
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| Essa
do Café Tietê, tipicamente Brasileiro, foi ofertado
pelo próprio dono da torrefação, em Olímpia-
SP. ao saber da coleção |
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Esta,
como a figura da a entender, recebida em um bufe de casamento, em
Santos - SP. aqui na baixada Santista onde moramos; Ela esta aqui
embora não fosse lembrancinha. |
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| Essa
tem um carinho especial, foi de um café, em Paris, ao lado
da Catedral de Notre Dame. |
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De
Madri são varias, mas essa e peculiar pelo formato, muito moderno
para o costume das xícaras |
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| Esse
"Polanca Cafés" Servido em um dos mais luxuosos
restaurante do Porto - Portugal. |
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Esta
representa PORTUGAL, e não um café especifico,
ofertado como presente de despedida dos Amigos lusitanos |
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| Esta
é de uma terran linda Mônaco, xícara rassuda
e com classe. |
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Esta
mexicana, representa um pais lindo e acolhedor.
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| Esta
é fantástica, origem: Café Brasileiro,
Porto de Santos, edição para colecionadores. |
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Edição
para colecionadores, Aniversário do Café Delta
em Portugal, recebido no Algarves. |
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| Itália,
Café próximo á Torre de Pisa, aplicando a atração
da torre à xícara. |
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ICE'IT,
Tem um significado muito grande, foi a primeira xícara da loja
de gelados de meu genro em Porto - Portugal. |
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| Para
conhecer mais sobre a coleção |
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é
só acessar os links ao lado
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